As autoras ANAMAE BARBOSA e ANA AMÁLIA T. BARBOSA convidam para o lançamento dos seus libros.

Ana Mae Barbosa, Redesenhando o Desenho: educadores, política e história. SP:Editora Cortez, 2015, 453 pgs.

O assunto central deste livro é o ensino do Desenho e das Artes Visuais dos anos 1920 aos anos 1950 estudados principalmente através dos artigos e das notícias dos jornais da época. Entretanto, aborda aspectos da Educação em geral, da política e da construção da nossa cultura naquele período.

É dividido em três partes
1. A virada Industrial e os inícios do século XX.
2. A virada Modernista.
3. A formação modernista dos professores de Arte no Brasil.
Na primeira parte apresento um panorama geral do ensino do Desenho.
Também abordo o pré modernismo, o nacionalismo e a ênfase no desenho como preparação para o trabalho, um movimento em direção a uma iniciação ao design na escola. A Escola Brasileira de Arte de São Paulo é o último tópico da primeira parte.
A segunda parte é o núcleo principal do livro em que estudo Fernando de Azevedo que enfatizou o ensino do Desenho em sua reforma educacional; Cecília Meireles que o apoiou com seus artigos em jornais e a campanha pelo Cinema na escola; Gerardo Seguel, poeta e educador chileno, que viveu um curto tempo no Brasil; Edgard Sussekind de Mendonça, professor de Desenho, educador em Museu e militante político. Para terminar, a partir de Porciúncula Moraes, analiso as exposições modernistas de desenhos de crianças em relação às exposições de Arte para crianças de hoje.
A última parte trata da formação dos professores nas décadas de 1920 a 1950.
Quem eles liam? Onde e o que estudavam?
Para onde iam no exterior?
Analisamos as contribuições estrangeiras para a modernização do ensino da Arte no Brasil trazidas pelos estudantes que foram se especializar no Teachers College da Columbia University, assim como as contribuições de Marian Richardson através dos Cursos da Escolinha de Arte do Brasil e a de Viktor Lowenfeld .Uma entrevista de Lowenfeld a seus alunos da Penn State University é discutida e analisada . Por fim publica-se um artigo inédito de John Dewey sobre Imaginação e Ideia , muito útil para expandir nosso pensamento sobre técnica/tecnologia e criação.
O livro interessa não só a Arte/Educadores, mas aos Educadores em geral, aos estudantes de Pedagogia, de Artes Visuais e de Design.
Este livro foi produzido graças à bolsa do CNPq que me foi concedida para a pesquisa que continua.

Ana Amália Barbosa, Além do Corpo- uma experiência em Arte/Educação, SP, Editora Cortez, 2015, 200 pgs.
Este livro resulta da pesquisa em Arte /Educação para a tese de Doutorado de Ana Amália Tavares Bastos Barbosa trabalho de Artes Visuais desenvolvida durante três anos, de 2008 a 2010 com seis crianças que tiveram paralisia cerebral e outras lesões cerebrais no nascimento. As crianças tinham entre 7, 8 e 9 anos na época. O objetivo principal das aulas de arte foi o de desenvolver os sistemas proprioceptivo e exteroceptivo. O sistema proprioceptivo é definido como a percepção do corpo no espaço e da relação dos segmentos do corpo entre eles. O sistema exteroceptivo é definido como a ação dos sentidos da visão, audição, sensibilidade da pele, cheiro e sabor. Desenvolvi um projeto que trabalhou a relação do corpo no espaço mas ao mesmo tempo era voltado especificamente para o desenvolvimento da percepção, tentando envolver todos os sentidos.. Outra preocupação foi a inclusão cultural dessas crianças levando-os para exposições e espaços culturais. O desenvolvimento da consciência corporal e da alfabetização cultural estava associado não só com a visita a instituições culturais, mas também com a apresentação de obras de artistas e a presença de artistas convidados para trabalhar com eles na sala de aula..Começamos com o desenho do contorno dos corpos em papel, pintura e fotografia.Continuamos usando o corpo, desta vez como um pincel, depois de assistirmos ao vídeo de Yves Klein, no qual as bailarinas com corpos pintados produziam pinturas na tela com seus corpos. Continuamos, ao convidar um artista para pintar seus rostos. A relação do corpo,da cadeira de rodas e do espaço continuou sendo explorada através da visita ao Instituto Tomie Ohtake e outras visitas como ao Jardim de Esculturas do Parque da Luz e à Exposição de Arte para Crianças no SESC Pompeia, onde eles exploraram uma reinterpretação do Quadrado Mágico n.5 de Hélio Oiticica. Todas as crianças usam cadeiras de rodas, alguns não falam e têm dificuldade de ver. A professora também está em cadeira de rodas, não fala e tem defict visual. Tinha que ir às instituições antes da visita dos estudantes para verificar a acessibilidade e a receptividade.. A preparação para as visitas também envolveu o entendimento anterior com as instituições e os seus serviços educacionais. Desde 2008 os professores da ONG Nosso Sonho, onde este estudo foi realizado, estão trabalhando para a alfabetização deste grupo de crianças. A neurobiologia considera que passada a idade adequada para a alfabetização torna-se mais difícil aprender a ler e escrever. É necessário uma reabilitação através do desenvolvimento integrado dos sentidos. Baseei-me em varias fontes entre elas também em Hélio Oiticica para projetar as atividades para desenvolver a percepção do corpo inteiro, em John Dewey para apoiar a ideia de experiências provocadas e usei a Metodologia Artística de Pesquisa em Educação

Ana Amália Barbosa, Beyond the body: an experience in Art/Education, SP, Editora Cortez, 2015. 200 pgs.

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